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domingo, 27 de julho de 2014

Cruz Vermelha do Maranhão mantinha elo estreito com Murad

Reprodução/Internet
Do Portal Vermelho

Uma auditoria da Federação Internacional da Cruz Vermelha mostra que a unidade brasileira desviou pelo menos R$ 2,3 milhões de doações feitas para socorrer vítimas

A Cruz Vermelha do Maranhão está no centro de um novo escândalo internacional. Uma auditoria da Federação Internacional da Cruz Vermelha, que fica na Suíça, mostra que a unidade brasileira desviou pelo menos R$ 2,3 milhões de doações feitas para socorrer vítimas de crise na Somália, do tsunami no Japão e das enchentes na região serrana do Rio. A revelação foi feita pelo jornal Folha de S.Paulo.

Esse dinheiro foi repassado ao Instituto Humanus, que fica em São Luís. Essa ONG é de Alzira Quirino da Silva, mãe do vice-presidente da Cruz Vermelha na época dos desvios. O Instituto Humanus recebeu R$ 15,8 milhões da Cruz Vermelha de 2010 a 2012, sem comprovar que os serviços foram prestados. Esse valor inclui a parcela apontada como desvio na auditoria.

Essas transferências eram feitas com a assinatura eletrônica de Carmen Serra, ex-presidente da filial da Cruz Vermelha no Maranhão. Carmem também é irmã do presidente da CV nacional durante o período auditado.

Em resumo: a auditoria diz que a Cruz Vermelha do Maranhão pegou recursos, repassou para o Instituto Humanus e nunca provou o uso do dinheiro nas campanhas humanitárias.

As ligações com Murad - A Cruz Vermelha no Maranhão tem relações muito próximas com o governo estadual e o secretário de Saúde, Ricardo Murad.

Em 2009, por exemplo, a CV maranhense faturou R$ 60 milhões em contratos sem licitação com a Secretaria de Saúde para administrar hospitais da rede pública. Em 2010, a CV expandiu horizontes e chegou a outras áreas do governo, como mostra o blog do Garrone.

Foi em 2010, segundo a auditoria da CV internacional, que começou o desvio de recursos pela CV maranhense. Em 2011, após tamanha proximidade, Murad e a CV parecem ter se desentendido. As duas partes trocaram queixas supostamente por causa de problemas na contabilidade.

Durante a auditoria internacional da CV, os investigados negaram ligação com os desvios.