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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Pré-candidato a senador Roberto Rocha diz que o mais importante agora é unir a oposição

O vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB), em entrevista exclusiva ao jornalista Jorge Vieira, na tarde de quinta-feira, em sua residência, observou que, neste momento, mais importante que saber se Roseana vai sair do governo ou quem será o candidato do governo que vai disputar a com ele o mandato ao Senado Federal é unir os partidos do campo da oposição. Em seu entendimento, nas eleições deste ano, “Roseana depende muito mais da divisão da oposição que do governo para ganha a eleição, ou seja, ela precisa muito mais que nós estejamos divididos que usar a máquina do Estado”.

Roberto Rocha adverte, entretanto, que, para esta eleição, a estratégia de dividir a oposição não funcionará, ao contrário de pleitos passados quando as lideranças da oposição brigavam por conta da eleição em São Luís e criavam um fosso enorme entre eles na sucessão estadual. “Lembro de Jackson Lago e João Castelo, expressões políticas estaduais que todas as eleições de prefeito se dividiam, criavam um fosso terrível e intransponível para as eleições estaduais logo em seguida, e o grupo Sarney se aproveitava disso. Agora a história é outra”.

Pré-candidato ao Senado, o vice-prefeito adverte que, desta vez, aqueles que representam a nova geração da oposição, Flávio Dino e do Roberto Rocha, fizeram um movimento estratégico, tendo em vista não apenas a eleição de 2012, mas também a eleição de 2014. “Eu deixei a presidente do PSDB, um grande partido, para me filiar ao PSB para a gente enfrentar as eleições municipais, tanto em São Luís como em diversos municípios do interior do Estado e construirmos as condições em 2012 para a união em 2014. O governador de Pernambuco, Eduardo Campo, avalizou, veio a São Luís várias vezes, então o PSB e PCdoB tem um pacto de geração entre dois políticos ainda jovens, comparado com a média de idade daqueles que lideram o Maranhão a tantas décadas, e que tem responsabilidade política com o Estado, mas cada um buscando seus objetivos”.

Roberto Rocha explica que Flávio Dino foi candidato a governador e que respeita o direito dele buscar a candidatura novamente, enquanto ele, que foi candidato a senador em 2010, também tem o direito de concorrer ao Senado respeitado por Dino, de modo que acredita que, “do ponto de vista do Estado, para o interesse nosso aqui no Maranhão, as coisa só tem a convergir cada vez mais”, diz otimista.

“É claro que não pudemos esquecer que os partidos são nacionais e o meu tem candidato a presidência da República, como Aécio Neves é candidato pelo PSDB, como a Dilma é pelo PT e o PCdoB tem uma relação muito forte com o PT, inclusive vai coligar nacionalmente com a Dilma, então aqui no Maranhão, essa diferenças estão sendo superadas, ou seja, o que eu imagino é que o PT no Maranhão continue com o PMDB, apoiando o candidato do grupo Sarney e, evidentemente, que o Flávio estaria desobrigado completamente para seguir no seu palanque com a candidatura de Eduardo Campos”, enfatiza.

Sobre a candidatura a senador, Rocha diz que está cumprindo etapas e que a primeira dela foi a convergência partidária em torno do seu nome um ano antes da eleição, quando o PSB conseguiu se organizar politicamente em torno de um projeto de candidatura majoritária ao Senado. A segunda etapa, segundo Rocha, foi a convergência dos partidos aliados para formar o palanque eletrônico, quando todos demonstraram muita boa vontade com sua candidatura.

“O PSB tem uma importância muito grande no processo porque além de ser o maior partido do campo da oposição é o partido que tem candidato a presidente da República, que aliás, é a única liderança de expressão nacional que tem coragem de vir ao Maranhão mostrar a cara do nosso lado que queremos a mudança. Todos os outros líderes nacionais ou estão com o grupo Sarney ou estão de braços cruzados”.

Para o dirigente do PSB, o governador e presidenciável Eduardo Campo é um político que enfrenta, põe a cara para bater, ainda que sendo governador cheio de interesse no Congresso Nacional, como tem qualquer estado brasileiro. Já a terceira etapa é a convergência na sociedade. “Neste ponto estou bem situado porque em todas as pesquisas feitas nos últimos meses eu estou em primeiro lugar, além de ser o menos rejeitado, de modo que eu acho que nossa parte, neste tempo do processo eleitoral, que o tempo da política, da conversa, eu acho que nesse ponto nós estamos bem situados e preparados para fazer o enfrentamento democrático dentro da campanha a partir de junho.

Blog do Jorge Vieira.