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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

‘Retirar ambulantes das ruas é injustiça’, diz advogado Floriano

Do blog Coroatá OnLine

A recomendação feita pelo Ministério Público para a Prefeitura Municipal de Coroatá, que pede a retirada de comerciantes, vendedores e feirantes que utilizam as calçadas (calçadões) da cidade e mesmo as ruas, como diz o documento, ainda está dando o que falar, principalmente com os vendedores ambulantes que estão preocupados com o que vai acontecer com eles.

Quem também falou sobre a polêmica foi o advogado Floriano Reis, um dos mais respeitados na cidade. Floriano publicou sua opinião sobre o assunto e a chamou de injusta.

Confira logo abaixo o texto na íntegra:

Nesta sexta-feira, 13, por volta do meio dia, ao retornar do trabalho; resolvi parar em uma barraca de vendas de CDS. Um grupo de pessoas comentava sobre a atitude do representante do Ministério Público da cidade de Coroatá; que teria dado um prazo a todos os ambulantes para retirem suas barracas do calçadão. 
Estavam indignados com tal atitude, um deles prometia até violência caso fosse mesmo obrigado a retirar sua barraca, argumentava: “O que vou fazer? De onde tirarei o sustento da minha família? Não vou passar fome; vou brigar”. 
Ao ouvir a conversa dos ambulantes, confesso que também fiquei indignado. No começo do ano várias pessoas foram demitidas e não receberam seus proventos, o ministério público mesmo procurado, nada fez, e agora se manifesta contra quem tem seu único meio de sobrevivência.

Data máxima vênia, não posso concordar com tal procedimento, haja vista, boa parte da violência e injustiça, é fruto da desigualdade e opressão contra os pobres.

Essa atitude prova mais uma vez, que o mais fraco não tem vida fácil no Brasil e sofre todo tipo de arbitrariedade.

Faço minha as palavras de Che Guevara ”Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros”.
É importante ressaltar que o Ministério Público, através do Promotor de Justiça Luis Samarone Batalha Carvalho, fez a recomendação após denúncias de moradores, segundo o documento publicado, alegando dificuldades de trafegar em alguns lugares, por conta de mesas, cadeiras, barracas e outros objetos. Para o promotor, a retirada de comerciantes, vendedores e feirantes desses locais também contribui para a beleza visual da cidade.