terça-feira, 22 de março de 2016

Michel Temer já planeja governo de transição, sem reeleição…



Acordo do PSDB com o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, para acelerar impeachment, é ameaça real a Dilma



Do blog de Kennedy Alencar

O vice-presidente da República, Michel Temer, está avaliando, em caso de impeachment de Dilma Rousseff, dizer publicamente que fará um governo de transição e que não buscará a reeleição.

Segundo aliados, isso permitiria implementar medidas duras do ponto de vista popular, mas que teriam respaldo da classe política para enfrentar as dificuldades econômicas e trazer alguma estabilidade ao país.

O PSDB teme a realização de eleições neste ano, o que aconteceria no caso da cassação ainda em 2016 da chapa Dilma-Temer pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Tucanos acreditam que, numa nova eleição agora, haveria chance de vitória da ex-senadora Marina Silva (Rede) ou de um candidato como Joaquim Barbosa, na hipótese de o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal querer concorrer.

O PSDB prefere o que chama de uma solução de transição.

Por isso, os principais caciques do partido, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e os senadores José Serra e Aécio Neves alinharam o discurso nos últimos dias. Todos defenderam o impeachment e um eventual governo Temer.

O maior desafio de Temer seria mostrar capacidade de trazer estabilidade ao país. A partir daí, haveria condições mínimas para adotar medidas econômicas a fim de tentar superar a crise.

Em caso de queda de Dilma, os petistas dificilmente dariam trégua a Temer. O PT considera que há uma tentativa de golpe contra Dilma. A presidente deverá dar entrevistas à imprensa internacional para dizer isso.

Mas Temer procuraria Lula para conversar, a fim de tentar buscar algum tipo de entendimento que evitasse desestabilização maior do país.

Mais: a Lava Jato também seria uma ameaça à estabilidade de um governo Temer avalizado por um acordo PMDB-PSDB. Hoje foi preso em Portugal Raul Schmidt Felippe Junior – suspeito de ser um operador de propina da Petrobras que teria trabalhado para ex-diretores da estatal ligados ao PMDB.

Não há a menor garantia de que, com o PT fora do poder, a Lava Jato perca a sede investigativa e deixe de lado peemedebistas e tucanos.

A Lava Jato é um fator que deverá continuar a surpreender a classe política.

Nenhum comentário:

Postar um comentário