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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

O eternamente previsível Ricardo Murad


Do Blog Novas ideias, por Cleo Freitas.

A história de Ricardo Murad com o município de Coroatá se repete, anos após anos, feito um loop infinito.

Sempre que se aproximam as eleições, o que ocorre a cada dois anos, Ricardo Murad (PSDB) se reaproxima de Coroatá e dos seus fiéis eleitores, na esperança de avançar sobre o eleitorado do grupo que lhe faz oposição, para vencer a disputa, especialmente quando se trata das eleições municipais.

Assim, mais uma vez, às vésperas do pleito de 2020, que por questão de sobrevivência política sonha com a vitória sobre o jovem prefeito Luís Filho (PT), o ex-super secretário de Roseana Sarney (PMDB) lembrou novamente o caminho do pacato município de quase 70 mil habitantes onde fez carreira política e se tornou uma de suas maiores lideranças, porém, desta vez resolveu ressurgir das cinzas como empresário do ramo dos combustíveis.

Em seu empreendimento, no qual buscou empregar o maior número de apoiadores possíveis, o ex-deputado passa o dia inteiro supervisionando pessoalmente as operações, tempo em que costumeiramente recebe afagos no ego daqueles mais devotados seguidores.

Não é raro o dia em que ele permanece até tarde da noite e muitas vezes, mesmo quando não possui licença para festas, incomodando a vizinha, que recentemente precisou chamar a polícia para que sua festa particular animada por som automotivo fosse silenciada.

E é através do Auto Posto Cajueiro que Murad buscará fazer a campanha de sua filha Tatiana Murad (PSDB) à prefeitura, desafiando seus concorrentes - entre eles seu próprio sobrinho e um ex-aliado de primeiras horas - para oferecer o combustível a um valor que compromete, inclusive, sua margem de lucros, mas vale tudo para que em cima do palanque vocifere que desafiou um suposto cartel do ramo (aguardem que ainda vem a competição de preço do gás de cozinha).

A continuidade dessa história todos os coroataenses já conhecem: após a eleição em que mais uma vez receberá, sem dó nem piedade, uma sova de votos do grupo liderado pelo empresário Luís da Amovelar, pai, Ricardo Murad arrendará o Auto Posto Cajueiro e abandonará a cidade de Coroatá no dia seguinte sem dar nenhuma explicação, já que nunca foi homem de explicar seus atos.

O que ainda ainda se admira é a capacidade que uma parcela da população coroataense possui em acreditar nesse roteiro repetido.

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