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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Derrota de Nelma no TJ é indicativo que o grupo Sarney deve ser enterrado de vez em 2018



A derrota da desembargadora Nelma Sarney nas eleições do Tribunal de Justiça do Maranhão foi muito lamentada no seio da família Sarney. Desde 2014, ao perder o controle do Palácio dos Leões, são vários os fracassos da oligarquia nas urnas, um indicativo de um cenário ainda mais desfavorável na eleição do próximo ano.

O TJ tradicionalmente chega a um consenso e elege o desembargador mais antigo para assumir a presidência. Quando chegou a vez da cunhada de Sarney, os demais magistrados decidiram mudar e resolveram fazer uma eleição para justamente impedir a ascensão de Nelma.

Tal mudança é emblemática, afinal, por muitos anos Sarney teve influência não apenas na política, mas no judiciário que encobria seus desmandos. Contudo, esse domínio teve um basta.

O grupo Sarney também já havia sido derrotado na escolha do promotor Luiz Gonzaga como novo procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Maranhão, desbancando José Augusto Cutrim Gomes, preferido de Roseana e companhia.

Na política, depois da eleição de Flávio Dino (PCdoB), o PMDB perdeu força total. Derrota na votação da escolha do líder da bancada maranhense na Câmara Federal, com a vitória de Rubens Júnior (PCdoB) sobre João Marcelo (PMDB); na Assembleia Legislativa, com a reeleição de Humberto Coutinho (PDT); na presidência da Famem, vitória do prefeito de Tuntum, Cleomar Tema (PSB). Por fim, o resultado vergonhoso na eleição para prefeito de São Luís, quando o candidato peemedebista, Fábio Câmara, não recebeu 5% dos votos.

Para aumentar ainda mais o desespero em Curupu e nos corredores do Sistema Mirante de Comunicação, a pesquisa Exata desta semana ainda aponta para a reeleição de Dino a um ano da eleição.

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