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terça-feira, 25 de abril de 2017

Eleições 2018: Partidos começam a se movimentar


Por Jorge Vieira.

A temporada de articulações partidárias visando as eleições de 2018 está começando de forma incipiente, mas já começa provocar inquietações nos bastidores de sucessão governamental. Em conversa com jornalistas que cobrem as atividades do Poder Legislativo, semana passada, o deputado Bira do Pindaré, a exemplo do deputado e ex-governador José Reinaldo Tavares, deixou claro que somente permanecerá no PSB caso o partido abrace o projeto de reeleição do governador Flávio Dino.

Os dois parlamentares, considerados os maiores expoentes do PSB no Maranhão, deixam claro que são aliados de primeira hora do governador e não admitem sequer sentar para discutir candidatura que não seja de Flávio Dino. “Se o comando da legenda no Maranhão for concedida ao senador Roberto Rocha, não vejo outro caminho se não procurar uma outra sigla partidária, pois com esse cidadão não existe possibilidade de diálogo”, adianta Bira do Pindaré, que já flerta com o PDT e PCdoB. Já Zé Reinaldo possui convite para ingressar em vários partidos, entre os quais o DEM.

Outro partido passivo de turbulência no Estado por conta da sucessão nacional é o PSDB do vice-governador Carlos Brandão, atual presidente estadual da legenda. Os tucanos maranhenses, que só tiveram ganho com a participação no governo, se transformando num partido robusto na capital e interior do Maranhão, também não admite deixar a base de sustentação da administração estadual que ajudaram a eleger e não veem motivo para romper a aliança que vem dando resultados positivos para o estado.

O blog tomou conhecimento que o nível de radicalização dos tucanos quanto a permanência na aliança chegou ao ponto de parlamentares, dirigentes e militantes ameaçarem sair coletivamente da legenda caso a direção nacional, por algum motivo, resolva intervir na direção local e levar o PSDB para outro palanque que não seja o de Flávio Dino. “Essa possibilidade, acho que não existe, mas se acontecer a debandada será geral”, adiantou uma fonte bem posicionada no ninho dos tucanos.

O PT, que em 2010 e 2014 esteve no palanque da oligarquia Sarney levado pelas mãos de Lula e da corrente “Construindo Um Novo Brasil”, comandada no Maranhão por Raimundo Monteiro (o “Monteirinho de Roseana”) e pelo atual Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Washington Oliveira, desta vez, os dois grupo que disputam a presidência do partido já anunciaram que querem distância do grupo Sarney. Segundo o deputado Zé Inácio, existe um compromisso da direção nacional em não interferir nas alianças regionais.

No PDT o clima é de paz e harmonia com o governo comunista que ajudou a eleger e do qual faz parte. O partido deve indicar o deputado federal Weverton Rocha como candidato ao Senado na chapa de Flávio Dino e se mantém firme na aliança que será formada para garantir a reeleição do governador.

Do lado da oligarquia (PMDB e PV), existe uma forte pressão para convencer Roseana Sarney (PMDB) se candidatar ao governo. Ocorre que diante da falta de perspectiva de vitória a ex-governadora reluta em aceitar participar do pleito e amargar uma segunda derrota. O principal argumento para convencê-la a enfrentar as urnas é o temor de uma debandada geral do que ainda resta do grupo, caso não apareça um nome em condições de puxar votos para os candidatos à eleição proporcional.

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