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segunda-feira, 6 de março de 2017

Polícia Federal diz que provas que incriminavam Ricardo Murad foram queimadas



Documentos obtidos pelo Blog do Neto Ferreira revelam que provas foram queimadas para que o ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad não fosse incriminado.

As confirmações da queima de documentos foram feitas pela Polícia Federal, que cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do ex-gestor durante a deflagração da operação Sermão aos Peixes.

Segundo a PF, Ricardo Murad soube da ação meses antes e, por isso, conseguiu se antecipar e eliminar as provas que poderiam incriminá-lo.

Nas fotos abaixo é possível perceber que na fogueira, já no fim, havia alguns documentos que não foram queimados totalmente, e por isso, a Polícia Federal constatou que se tratavam de anotações referentes ao esquema montado na Secretaria de Saúde.

No mesmo dia, Murad foi levado para depor na sede da Polícia Federal do Maranhão.

Entenda o caso
Em novembro de 2015, a Polícia Federal do Maranhão deflagrou a operação Sermão aos Peixes, que tinha como objetivo de desarticular uma organização criminosa montada no âmbito da Secretaria Estadual de Saúde e que tinha como líder o ex-secretário Ricardo Murad.

A investigação teve início em 2010, quando o então secretário de saúde do estado do Maranhão se utilizou do modelo de “terceirização” da gestão da rede de saúde pública estadual, ao passar a atividade para entes privados – Organização Social (OS) e Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), e, assim, fugir dos controles da lei de licitação. Contudo, essa flexibilização significou uma burla às regras da lei de licitação e facilitou o desvio de verba pública federal, com fim específico de enriquecimento ilícito dos envolvidos.

Durante o período de investigação, os fluxos de recursos destinados pela União, por meio do Ministério da Saúde, ao Fundo Estadual de Saúde do Maranhão, resultaram em um montante de R$ 2 bilhões.





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