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terça-feira, 27 de maio de 2014

Ricardo Murad nega a uma criança, que veio a óbito, benefício já desfrutado por seu cunhado César Trovão

Do Marrapá, com edições

Um bebê recém-nascido morreu por falta de transporte e custeio para a realização de uma cirurgia em São Paulo. A menina faleceu sem receber o tratamento do qual precisava, depois que a Secretaria Estadual de Saúde - SES se negou a prestar o atendimento, descumprindo decisão judicial. A pasta é gerida por Ricardo Murad (PMDB).

A recém-nascida sofria de cardiopatia congênita grave. Sem receber o tratamento, ela morreu 42 dias depois do diagnóstico, em São Luís.

O juiz José Américo Abreu Costa determinou desde o dia 24 de fevereiro que a Secretaria Estadual de Saúde fornecesse “à criança e seu acompanhante ajuda de custo para tratamento fora do domicílio, preferencialmente no Estado de São Paulo” e reiterou que a ajuda de custo deveria incluir “transporte terrestre e avião com UTI Aérea”. O descumprimento da determinação acarretaria multa diária de R$ 1.000,00 (mil reais), dada a gravidade do caso.

Ainda assim, Murad preferiu não bancar o tratamento, que veio a óbito com 45 dias de nascida.

Ricardo prefere privilegiar aliados políticos

Embora tenha descumprido decisão judicial neste caso, o secretário Ricardo Murad autorizou o pagamento de mais de meio milhão para custear o tratamento do ex-prefeito de Timbiras, Ricardo Alvim.

Ou ainda para seu cunhado e irmão da prefeita de Coroatá, Teresa Murad (PMDB), o vereador e presidente da Câmara César Trovão (PV) para o qual desembolsou R$ 86 mil reais para o transporte em UTI aérea, mais dois tratamentos avaliados em R$ 220 mil e R$ 215 mil, para que o mesmo recebesse tratamento no Hospital Nove de Julho, na capital paulista, mas o caso veio a tona.

A postura do secretário de Saúde, motivou o promotor de Justiça de Imperatriz, Eduardo André de Aguiar Lopes, a ajuizar Ação Civil de Improbidade Administrativa contra o secretário. No processo de nº 300-83.2014.8.10.0044, o membro do Parquet classificou como “inaceitável” o que ele considera uma postura de “seletividade entre a população usuária” do sistema de saúde.