segunda-feira, 8 de julho de 2013

Grupo Sarney define chapa de 2014. Roseana não será candidata

Os últimos dias foram de extrema tensão no seio da família Sarney: depois de meses de indecisão e intriga entre os membros do clã, Roseana e o pai José Sarney bateram juntos o martelo: Luís Fernando Silva será candidato e Roseana permanecerá no governo do estado até o fim do mandato. Lobão continuará no ministério, cedendo lugar no Senado a Lobinho.

Com forte queda na opinião pública e com rejeição crescente devido à paralisia total do governo, que não consegue cumprir as mais simples promessas de campanha, Roseana desistiu de concorrer ao Senado para não passar pelo vexame de não se eleger no próximo ano.

Representando o clã Sarney, o candidato ao Senado será Gastão Vieira, para substituir a vaga deixada por Cafeteira. As decisões foram tomadas em um momento delicado para a oligarquia mais longeva do país e explicam o chá de sumiço que a governadora tomou nas últimas semanas.

Agencia BrasilA decisão foi anunciada aos políticos mais próximos após longas reuniões e muitos barracos entre os principais membros do grupo Sarney. Após pesquisas semanais quantitativas (intenção de voto) e qualitativas, além do fraco desempenho de Luís Fernando, ficou evidente que Roseana não tem chances de vencer a disputa pelo Senado.

Diante do caos que está por vir, o chefe da família passou o veredicto: o único jeito de se manter no poder é a velha força bruta, comprando a eleição. Para isso, Roseana tem que ficar no Palácio dos Leões no momento da eleição.

A chapa decidida pelo grupo é, talvez, a mais fraca eleitoralmente da história do grupo Sarney nas disputas pelo poder. Com um candidato a governador que representa a continuidade de um modelo político arcaico, que não convence na tentativa de ser simpático e tem péssimo desempenho nas reuniões políticas (pois não tem paciência para falar com lideranças do interior e atender aos pedidos que recebe), o grupo fez a aposta menos onerosa para quem quer se enraizar no poder.

Tentar vencer na força bruta e comprar a eleição com dinheiro do governo do estado foi a estratégia definida para o grupo Sarney tentar permanecer no poder, mesmo com candidatos pouco competitivos.