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domingo, 2 de junho de 2013

Atender bem no serviço público é apenas obrigação

Por Cleo Freitas

Recentemente tive uma crise alérgica e procurei os serviços da Unidade de Pronto Atendimento – UPA 24h, tive problemas no atendimento, gravei um vídeo, anunciei nas minhas redes sociais, mas não publiquei nada por aqui (apesar dos apelos dos meus seguidores), pois a minha (nossa) intenção não é atacar o governo deliberadamente ou atingir qualquer pessoa que aparecer em nossa frente (esta possibilidade está longe dos pensamentos dos editores deste blogue).

Alguns semanas depois voltei a utilizar os serviços da UPA 24h por dois dias seguidos quando acompanhei a minha mãe em uma de suas crises de pressão alta e após ser bem atendido rasguei elogios nas redes sociais aos funcionários daquela unidade. Assim como da primeira vez que precisei dos serviços, procurei ser o mais educado possível com todos os funcionários dali, como sempre faço questão de ser no meu cotidiano.

Elogiei naquela oportunidade o atendimento porque para mim é uma grande surpresa ser bem atendido no serviço público, em especial naqueles administrados pelos meus opositores políticos. Morar e fazer política em cidade pequena é um inferno, as pessoas não conseguem assimilar que o serviço público é um direito de todos os cidadãos, não apenas de seus aliados.

Numa dessas últimas vezes em que estive na UPA 24h um funcionário, do qual desconheço a patente naquele órgão (e quem eu prefiro não revelar o nome), indagou-me se eu tinha sido bem atendido, após a minha afirmativa o tal funcionário afastou-se de mim bradando nos corredores que eu escrevesse uma postagem neste blogue dizendo que fui bem atendido, que horror!!! Como se o corpo funcional daquela unidade estivesse fazendo um favor ao me atender bem, Ora bolas!!!!!! Engano daquele funcionário, mas um apaixonado pelo secretário Ricardo Murad, que quer transformar o serviço público controlado por seu grupo em seu curral eleitoral.

Ao funcionário da UPA 24hs que me fez a provocação, assim como aos demais funcionários dos serviços públicos controlados pelo grupo que pensam tão pequenino, esta é a minha resposta aos senhores. Sou um cidadão brasileiro, mas antes de tudo um cidadão coroataense, pago os meus impostos e sempre que necessário vou utilizar os serviços públicos, pois, assim como vocês, diferentemente dos seus patrões eu e minha família não dispomos de planos de saúde. E jamais vou aceitar qualquer tipo de discriminação à minha condição política dentro de qualquer órgão público.

Tenho dito.