quarta-feira, 22 de maio de 2013

Professores reúnem-se com secretário de Educação para apresentar reivindicações e levam faltas

Livro de pontos
Os professores durante a reunião
Na tarde desta quarta-feira (22) um grupo de aproximadamente quinze professores lotados na Escola Municipal Tresidela I, procuraram o secretário interino de Educação, Raimundo Josias, para apresentar algumas reivindicações da categoria, especialmente acerca do conta-turno, que, segundo eles, é uma invenção da gestão municipal, sem nenhum embasamento legal, adotado apenas como estratégia para prejudicar os professores, principalmente aqueles que residem em outros municípios. Aos leigos, o contra-turno é como está sendo chamada a duplicação do expediente dos professores todas às sextas-feiras.

Após ouvir a comitiva, o secretário interino não apresentou nenhuma solução ou alternativa à problemática apresentada, apenas orientou aos professores que protocolem junto ao órgão um documento com as suas reivindicações. Mas, quando estes retornaram a escola para o cumprimento do restante do expediente, os professores constataram que a diretora, Elineuza Viana, havia colocado falta em todos os trabalhadores que deixaram a escola para participar da reunião, conforme ameaçara antes que deixassem a escola.

Descumprimento - Os professores da EM Tresidela I, assim como alguns que trabalham em outras unidades da rede municipal de ensino, dizem que não cumprirão o contra-turno conforme determinado pela Secretaria Municipal de Educação - SEMED, pois não existe legitimidade alguma nesta medida. Em entrevista ao Coroatá de Verdade os educadores denunciaram que, apesar da irregularidade, os que não a cumprem o turno extra às sextas-feiras vêem descontados em seus vencimentos quatro faltas por mês (no valor de R$ 47,00 cada).

“O que vemos é o descumprimento da legislação que assegura os nossos direitos, a lei do piso é um exemplo disso, mesmo com suas cláusulas simples de serem cumpridas integralmente”, disse o professor Alexsandro Costa, que integrou a comitiva, e continuou: “mas, o que vemos é carga horária indevida, espoliação do profissional da educação, salários que fogem da realidade, e muito trabalho, nesse quesito eles são cumpridores, nos fazerem trabalhar inclusive em horário impróprio”, finalizou Costa.