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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Guerra na Ucrânia

 

Comitivas da Ucrânia e da Rússia se encontraram nesta segunda-feira (28) para negociar a possibilidade de uma interrupção do conflito. Foi a primeira vez que representantes dos dois países se reuniram desde o início da invasão, em 24 de fevereiro. Agora, os emissários ucranianos e russos irão se reunir com seus governos para consultas antes de uma segunda rodada de negociações, segundo a agência russa RIA. O Ministério do Interior da Ucrânia informou ontem que 352 civis ucranianos já foram mortos, incluindo 14 crianças, disse a agência de notícias Associated Press (leia aqui sobre as crianças vítimas da guerra). O ministério afirmou ainda que 1.684 pessoas, incluindo 116 crianças, ficaram feridas. Já o Ministério da Defesa da Rússia reconheceu apenas que soldados russos foram mortos e feridos, sem dar números. E as forças russas continuam avançando rumo a Kiev, a capital da Ucrânia. Imagens de satélite mostraram um comboio militar que se estendia por pelo menos 27 quilômetros (veja as fotos e o vídeo). 

A empresa Maxar Technologies, que fez os registros, disse que havia centenas de blindados e tanques. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que assinou nesta segunda um pedido para que a Ucrânia possa integrar a União Europeia. Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que os americanos não devem se preocupar com a guerra nuclear. A declaração foi feita um dia depois que o presidente russo, Vladimir Putin, disse ter colocado em alerta máximo as unidades militares que operam armas nucleares. Assembleia da ONU e posicionamento do Brasil Durante a sessão especial de emergência da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o Brasil reforçou a posição do país contra a Guerra na Ucrânia e pediu cessar-fogo. No discurso, o embaixador brasileiro Ronaldo Costa Filho advogou em favor de uma negociação diplomática "a favor da paz" (leia aqui sobre outras reuniões extraordinárias da entidade). 

O encarregado de negócios da embaixada da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, disse que o presidente Jair Bolsonaro está "mal-informado" ao defender a "neutralidade" do país no conflito. E Bolsonaro afirmou que o Brasil receberá ucranianos em fuga da guerra.

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