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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O Maranhão agora tem um senador de verdade!



O ex-vice-prefeito de São Luís Roberto Rocha (PSB) tomou posse no Senado em Brasília no último domingo (01). Rocha é o primeiro senador do Maranhão eleito no campo da oposição com 1.476.840 votos, ou 51,41% dos votos válidos.

Filho de Luiz Rocha, que governou o Maranhão de 1983 a 1987 e morreu em 2001, Roberto Rocha nasceu em São Luís, em 1965, e iniciou a vida política em 1990. Na época filiado ao PL, foi eleito deputado estadual. Quatro anos depois, pelo PMDB, elegeu-se deputado federal, cargo para o qual se reelegeu na eleição seguinte. Em 2002, chegou a se candidatar ao governo do Estado, mas se retirou da disputa.

Em 2006, depois de migrar para o PSDB, Roberto Rocha foi novamente eleito para a Câmara dos Deputados e, quatro anos mais tarde, tentou pela primeira vez uma vaga no Senado, ficando em quarto lugar. Há dois anos, já no PSB, integrou a chapa que venceu as eleições municipais na capital maranhense, no segundo turno. Graduado em administração de empresas pela UEMA (Universidade Estadual do Maranhão), Rocha cuida desde os 17 anos de idade das empresas de comunicação de sua família. Ele é casado e tem três filhos e um neto.

Dedicação do mandato ao pai
O senador utilizou as redes sociais para se manifestar sobre sua posse em Brasília e dedicou a conquista do mandato ao pai. Confira:

Assumo hoje, em Brasília, o honroso mandato de Senador da República que o povo do Maranhão me confiou. A cerimônia, singela, consiste no juramento de fidelidade à Constituição e às leis do país.

Para mim ela guarda também uma dimensão pessoal que evoco com emoção. O cargo de Senador foi o único que meu Pai não exerceu na sua trajetória exitosa, de vereador a governador. Em pensamento, consagro a ele, Luiz Rocha, meu Pai, meu melhor Amigo, esse momento tão especial.

Do ponto de vista político o cargo também pertence a dois outros grandes Homens que o destino nos ceifou: o ex-governador Jackson Lago, que dedicou e consumou a vida na construção do caminho da mudança do Maranhão; e o nosso líder Eduardo Campos, que acreditou e sustentou desde a primeira hora a nossa postulação, jamais fraquejando diante dos obstáculos.

Registro ainda a ferida nunca cicatrizada do sacrifício do jovem amigo, advogado Brunno Matos, assassinado covardemente no instante em que celebrava a vitória para a qual ele tanto contribuiu. A Justiça será feita, em honra a sua breve e fulgurante vida.

Ao povo do Maranhão repito o que disse em praça pública, durante a campanha. Meu mandato será marcado pela crença na capacidade de nosso povo em construir um futuro de oportunidades e transformações. Meu gabinete em Brasília e as representações no Estado estarão sempre abertos para as entidades da sociedade, as prefeituras, as associações de classe e todo o conjunto cívico que constitui a nossa gente maranhense.

Todas as ferramentas modernas de comunicação e interação estarão disponíveis para que o vigor e a dinâmica da vida social esteja representada em suas necessidades, projetos e ambições.

Consigno ainda a distinção de substituir no Senado o eminente senador Epitácio Cafeteira, assinalando o reconhecimento a ele devido pela trajetória de vida de um dos grandes líderes políticos do nosso Estado.

Quis o destino que a minha posse coincidisse com a notícia da suspensão das atividades da Refinaria de Bacabeira, um empreendimento que refinou apenas votos e demarcou o significado de pouca expressão que o nosso Estado tem no cenário nacional. O maior eleitorado proporcional do país, responsável pela reeleição da presidenta, recebe como prêmio um simples comunicado de que deve cancelar o seu futuro. É contra isso que me rebelarei, desde o primeiro dia de mandato. O Maranhão não pode continuar a ser visto como um estado de segunda classe.

Por último reafirmo que meu companheiro de chapa, o governador Flávio Dino, terá em mim no Senado um incansável advogado das causas de nosso Estado. O Maranhão tem pressa para recuperar o tempo perdido.

Rogo a Deus para que cubra de bênçãos todas as famílias maranhenses.

Roberto Rocha

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